Cena em que Jon Kent beija Jay Nakamura com as cores de Gabe Eltaeb (à esquerda) e do estúdio Hi-Fi (à direita) (Reprodução/ Internet/ DC Comics) |
Por João Gabriel Silva
Não é de hoje que uma vertente do “conservadorismo” à brasileira que tem fixa a ideia de que comunistas mancomunados com os coletivos LGBTQIP+ atuam para implantar uma ditadura ‘gayzista’ no Brasil, que tem como objetivo destruir de uma vez por todas a "Família Tradicional Brasileira": tal família é baseada em um modelo antigo do patriarcalismo, onde o homem provê a sua subsistência e de sua prole, enquanto a mulher é responsável por cuidar dos filhos e da casa. Nesta concepção, não há espaço para os novos modelos familiares contemporâneos.
Tudo se torna uma forma de tentar quebrar essa
hegemonia: por exemplo, recentemente foi divulgado que Jon Kent, filho de Clark Kent (o Superman), é bissexual. Isso vai em
conformidade com as novas tendências que busca trazer diversidade a cultura pop
em geral.
Tal revelação causou uma enxurrada de comentários, tanto positivos quanto negativos por parte do público em geral, principalmente nas redes sociais: que são o termômetro da ‘opinião popular’ — nem sempre essa opinião é respeitosa e democrática. Bem, houve também a mobilização de pessoas famosas se mostrando a favor e contra essa nova vida, por assim dizer, nas revistas em quadrinhos, ou seja, voltou a ser mencionada a tal da ditadura "gayzista".
Houve pessoas que afirmaram que a leitura desse tipo de material influenciaria as crianças a se tornarem gays, coisa que é totalmente infundada, uma vez que a descoberta da sexualidade envolve várias questões mais profundas que a simples leitura de uma revista, além do que isso é um processo que deve ser respeitado e apoiado.
Novos tempos estão a nossa frente, devemos respeitar as diversidades que se seguem e que nos rodeiam.
Um texto de peso.
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